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O Cante dos Ganhões

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QUEM ERAM OS GANHÕES

 

Os Ganhões eram homens que trabalhavam no campo, na lavoura. Havia duas categorias de Ganhões, os de pensão, que trabalhavam todo o ano numa determinada herdade, e os “rasos” que trabalhavam no que aparecia para fazer: sementeiras, apanha da azeitona, colheitas, etc. Estes moços de lavoura trabalhavam de sol a sol e viviam unicamente do seu trabalho.

“Rude coração pesado

do coro de ganhões perdidos

na sombra do céu.”

Manuel da Fonseca

“Os Ganhões de Castro Verde são gente de vida simples, amantes da terra que fecundam sem proveito. O seu canto, cadenciado como os trigais embalado pelo levante, lembra o entardecer nos olivais cinzentos, a canícula sofrida nas ceifas e a quietude nas charnecas despovoadas até mais não”

Colaço Guerreiro in revista “Castra Castrorum”

“Que vozes são essas? Que andam no ar que nem as estrelas brilham e o rosto dos homens estão chorando quando passam ganhões e mineiros virados para o chão a cantar, a cantar?...

Azinhal Abelho

“Esta gente canta com verdadeira paixão e todas as ocasiões lhe são boas para dar largas ao seu lirismo ingénito. Não há trabalho, folga, festa ou reunião de qualquer espécie sem um rosário infinito de cantigas. A alma do alentejano é profundamente musical e o canto é o elo vital que liga aqueles seres primitivos no sentimento de uma comunidade telúrica. Em qualquer parte o alentejano se reconhece e identifica, reconhecendo e identificando do mesmo passo os seus irmãos em carne e espírito, mediante o viático das suas canções.”

Fernando Lopes Graça